Publicado por: Sidnei | 29/02/2012

Chegou o grande dia!!!

Muitos meses depois do início do nosso planejamento, estamos no dia da partida!!!

Voaremos até Frankfurt, onde ficaremos 8h e onde também nos esperam temperaturas ao redor de 4°C!! Depois seguiremos para Bangkok, na casa de 32°C…

Acompanhe tudo cononosco por aqui!!!

Até a volta!

T+

Sidnei

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Publicado por: Sidnei | 28/02/2012

Bangkok

Trinta e seis horas depois de sairmos do Brasil em direção a Ásia, chegamos a Bangkok, capital da Tailândia. Nosso voo fez conexão em Frankfurt, onde ficamos 7h no aeroporto.

Bangkok, metrópole com quase 10 milhões de habitantes, nos recebeu com calor de 36°C, trânsito intenso e ar sereno…

Nossa visão do trânsito de Bangkok ainda no trajeto do aeroporto para a cidade.

Prédios modernos se misturam às construções simples e à arquitetura rebuscada dos templos e palácios.

O antigo e o novo se misturam muito bem por aqui.

Logo depois de chegarmos ao hotel, encontramos com nossa amiga Silvia, que havia desembarcado na cidade há algumas horas antes. Saímos então para um rápido reconhecimento do bairro onde estávamos hospedados, Patrunan, na área central de Bangkok, recheado de lojas e barraquinhas de comida pela rua….

É possível encontrar de quase tudo pelas ruas.

Nestes três dias em Bangkok, seguimos o roteiro turístico. No primeiro dia andamos de metrô, pegamos um barco às margens do rio Chao Phraya e fomos em direção aos templos e mosteiros budistas mais famosos e mais antigos da cidade.

Transportes públicos no principal rio que atravessa Bangkok.

 

Turbo e intercooler é coisa de criança por aqui...

O Grand Palace é uma vila dentro da cidade de Bangkok. Atualmente a família real o utiliza apenas paras os eventos festivos. Neste local pudemos conhecer um pouco dos aspectos da realeza e do budismo. O complexo é espetacular. Somente vindo à Tailândia para entender a grandiosidade da adoração ao budismo e à realeza. Tudo é repleto de brilho e com riqueza de detalhes incrível.

Complexo do Grand Palace.

Complexo do Grand Palace.

Complexo do Grand Palace.

  

Complexo do Grand Palace.

 

Grand Palace.

 

Conhecemos também Wat Po, que abriga o maior Buda reclinado do país, além de ser o mais antigo e maior mosteiro da cidade.

Buda Reclinado.

 

Buda Reclinado.

 

Mosteiro Wat Po.

 

Silvinha à caminho de uma sessão de massagem tailandesa.

 

Mosteiro Wat Po.

Depois de caminhar muito entre templos, Budas e multidão debaixo de um calor escaldante, nos entregamos à uma hora de massagem tipicamente tailandesa, na escola de massagem que fica na área do mosteiro. Valeu demais este momento….

Na sequência, perdidos entre barracas de comida e aromas exóticos, voltamos para a margem do rio Chao Phraya para a sua travessia, pois finalizaríamos nossas visitas a templos neste dia, conhecendo o Wat Arum, onde, mais uma vez, ficamos impressionados com a arquitetura milenar e rebuscada.

Monumento Wat Arum.

 

Monumento Wat Arun.

 

Finalizamos nosso segundo dia em Bangkok na famosa Kao San Road a rua onde tudo acontece… Tudo mais barato:  hospedagem, comida, badulaques, etc.

Kao San road.

No dia seguinte, 22 de fevereiro, nos aventuramos pelo Museu Nacional de Bangkok, onde pudemos compreender um pouco mais da história deste povo.

BODHISATTVA AVALOKITESVARA, obra do século XIII.

 
 

Obra em marfim do acervo do museu nacional, em Bangkok.

 

Obra exposta no museu nacional, em Bangkok.

 

Aproveitamos para caminhar pelas ruas da cidade, onde nos deparamos com muitas situações inusitadas no transito, como motos fazendo retorno pela calçada, motos lotadas de mantimentos.

Transporte e venda de legumes, verduras, etc...

Após caminharmos por algumas horas debaixo de um calor escaldante, chegamos a Chinatown (Bairro chinês), onde se pode encontrar de tudo, desde comidas até peças para carro.

Finalizamos nossa estada em Bangkok com um dia dedicado às compras, no bairro onde estávamos hospedados, realmente valeu apena, pois tudo muito barato..

Shopping de eletrônicos em Bangkok.

Assim nos despedimos desta metrópole cheia de nuances e seguiremos para o Vietnan…

A fervilhante Bangkok.

Publicado por: Sidnei | 27/02/2012

Vietnã

Saímos de Bangkok bem cedo hoje. Chegamos ao centro de Hanói, no Vietnã, por volta das 10h da manhã.

O tempo estava totalmente nublado, 26,3°C. No trajeto do aeroporto até o hotel, ficamos impressionados com a confusão do transito: andar na contramão parece ser permitido, principalmente para as motos, meio de transporte mais utilizado na cidade.

Ruas estreitas do bairro antigo com várias motocicletas.

 

Hanói é uma cidade antiga. Não vimos luxo e tudo parece conturbado à primeira vista. Ficamos hospedados na Cidade Velha (ou Old Quarter) e aos poucos fomos compreendendo que Hanoi é um lugar incrível. Entre as milhares de motos , ambulantes, comércio de rua, comidas sendo preparadas na calçada, cores e sabores, é possível notar características culturais marcantes. Pessoas sentadas em banquinhos na calçada, comendo ou preparando algo, mulheres com chapéus cônicos carregando seus cestos amparados por uma haste de bambu. Um belo espetáculo para apreciar…

Hanói - Old Quarter.

 

O tradicional e o novo convivem em Hanói.

 

Quase todo tipo de serviços e boa parte deles estão agrupados ao longo de algumas ruas, como setores. Assim, tem-se o local que vendem biscoitos, o de tecidos, o de frutas e assim por diante. O próprio nome das ruas da cidade antiga denomina o que é comercializado ao longo das suas lojas. Esta divisão não funciona mais exatamente, pois alguns produtos não são mais comercializados, outros novos surgiram e outras alterações se fizeram desde que Hanói foi fundada, no século XIII.

Espaço de temperos.

Segundo o guia visual da publifolha, a maioria das ruas do bairro tem nomes de associações comerciais que elas representam. Em geral, o nome começa com a palavra HANG (mercadoria) e a segunda palavra descreve o tipo de produto. Exemplo: Hang Gai, rua da seda; Hang Huong, rua do incenso; Hang Buom, rua do doce.

Bairro Antigo.

 

Autêntico rango vietnamita.

Passamos o dia perambulando pelas ruas da cidade, em busca do melhor ângulo para retratar este lugar intrigante… Pela noite, apreciamos a maravilhosa culinária vietnamita, que para nós foi uma grande e agradável surpresa devido ao sabor magnífico, superando nossas  expectativas.

 

The Huc – ou Ponte do Raio de Sol. Lago Hoan Kiem – centro de Hanói.

 

 

Pagode Thap Rua, no lago Hoan Kiem.

 
 

Um dos principais espaços da cidade.

 

Anciã trabalhando nas ruas de Hanói.

 

Na manha seguinte, dia 25 de fevereiro, acordamos com o dia nublado e seguimos em direção a Ha Long Bay, com a esperança de encontrarmos um lugar belíssimo e uma paisagem deslumbrante. Depois de 3h08min de viagem a bordo de um micro ônibus chegamos à baia de Ha Long, de onde, do porto lotado de turistas e barcos, seguimos na nossa excursão em direção às inúmeras ilhas de rochas calcárias. A visão é realmente exuberante, mesmo com o tempo nublado.

Passeio por Ha Long Bay.

 

Ilhas flutuantes onde moram pescadores e trabalhadores de Ha Long Bai.

Na verdade, o esquema de excursão não colaborou muito, ficou restrito a poucos lugares e atrações, comparado com o potencial que o lugar oferece. Mas não tínhamos muitos detalhes quando compramos o pacote e fica aí uma dica: se tiver tempo e alguma disposição, vá pra Ha Long e lá contrate seu passeio… Em Ha Long Bai tem hotéis e tudo o que o turista necessita…

Ha Long Bai.

Nas 24h que passamos na baia, nos divertimos muito, fizemos amigos e rimos de muitas situações inusitadas que aconteceram nesta trip…

Vendedoras disputam a atenção dos passageiros dos barcos.

O lugar é lindo, porém nos deparamos com um lixão em uma das encostas de uma ilha e uma turista do nosso barco viu o pessoal da tripulação despejar no mar todos os dejetos de banheiro do barco que estávamos… Impensável… Na verdade há aglomerações de comunidades que vivem e trabalham em casas flutuantes e não é difícil imaginar para onde vai todo o tipo de resíduo que produzem… No trajeto, ora ou outra, víamos algum lixinho flutuando nas águas verdes da baia… Pode ser que não haja este patrimônio natural da humanidade por muito mais tempo se não houver mudança.

Lixão em plena baia de Ha Long!!!

Passamos a noite no barco, e na manhã seguinte, retornamos ao porto e voltamos para Hanói – dormir no barco também foi um ‘mico’ pra gente: só é cômodo, mas não se viu e não se fez nada a mais. Na verdade o barco ficou ‘parado’ e a gente sem ter quase nenhuma alternativa senão seguir a programação de refeições… Pode ser que com tempo bom a situação teria sido mais favorável…

Transporte de pescados - Ha Long Bai.

 

Comunidades que vivem do cultivo de frutos do mar nas águas de Ha Long.

De volta a Hanói, nos despedimos da Silvinha, que rumará sozinha para o sul do Vietnan, sentido contrário dos nossos planos que eram seguir para o noroeste do país.  

Aproveitamos a noite para ver o espetáculo de marionetes na água. Fantástico foi o que achamos. É simples, original e muito criativo. Acredita-se que estes marionetes na água tenham surgido do delta do rio vermelho há mais de mil anos!!!

Maravilhoso espetáculo de 'Marionetes' na cidade de Hanói.

Publicado por: Sidnei | 25/02/2012

Pagode do Perfume

Entre fevereiro e maio, ao sul de Hanói, acontece o festival do Pagode do Perfume, (pagode = templo). Durante este período há uma peregrinação de fieis à este local, que fica localizado na montanha do Vestígio Fragrante. Para chegar, é preciso seguir de carro até às margens do rio Suoi Yen, há mais ou menos 1h32min de Hanói, pegar um barco, que tradicionalmente é remado por mulheres, e subir o rio por uma hora até o Pagode. Os fiéis buscam com esta peregrinação alcançar alguma graça e para isto levam muito incenso e oferendas.

alternativo

Margem do rio Suoi Yen, onde iniciamos o trajeto de barco até o Pagode do Perfume.

 

Enquanto subíamos o rio, víamos trabalhadoras...

 

 

...com sorrisos encantadores.

 

Seguimos pelo rio de águas calmas em um dia nublado, frio e com momentos de chuva fina. Pelo caminho, vários barcos lotados de fieis que nos olhavam como se fossemos muito estranhos. Vimos coisas bem diferentes sendo vendidas, principalmente para comer: gato, porco-espinho, rato, etc…

Não vimos ninguém comendo...

Pessoas simples fazendo suas preces ou aguardando seus companehiros para o retorno depois da visita… O local estava barrento devido ao dia chuvoso e a proximidade com o rio, mas mesmo assim o movimento de pessoas era constante…

Acesso ao Pagode do Perfume.

Templo 'Pagode do Perfume'.

Perfume...

Assim, terminamos nossa visita ao Vietnam.

Publicado por: Sidnei | 23/02/2012

Atualizações!

Adicionamos mais algumas fotos!! Confira na aba ‘Fotos’, acima…

Terminamos o ‘post’ sobre o Pagode do Perfume, nosso último destino no Vietnam.

Já estamos no Laos. Tudo certo conosco! Amanhã colocaremos as novidades daqui…

T+

Sidnei e Liana

Publicado por: Sidnei | 21/02/2012

LAOS – Luang Prabang.

Em nosso planejamento inicial, estávamos com a intenção de alugar um carro em Hanói e explorar o noroeste do Vietnam por conta própria em nossos cinco últimos dias naquele país. Ainda no Brasil, fizemos simulações de reservas de veículos e pegamos os endereços de algumas agências, como sempre. Encerrados nossos passeios na capital vietnamita, fizemos o check-out no hotel, apanhamos as bagagens e fomos tentar apanhar o carro pra viajar. Ao chegar na locadora, soubemos que as leis do país não permitem que estrangeiros dirijam veículos em solo vietnamita! Teríamos que contratar um motorista pra nos acompanhar… Como esta não era a nossa intenção, voltamos para um hotel e iniciamos contatos para conseguir antecipar nosso voo para o Laos. Conseguimos uma possibilidade e fomos com bastante antecedência para o aeroporto sem ter certeza de que daria certo… Já no aeroporto de Hanói, depois de fazermos o check-in mais demorado da nossa vida, embarcamos… À noite, depois de termos voado, recebemos um e-mail da companhia aérea perguntando porque nós não havíamos aparecido para o embarque… Entendemos que algo não saiu como eles pensaram… Mas nós viajamos e isso foi muito bom pra gente…

Na manhã do primeiro dia de março, chegamos em Luang Prabang, cidade rodeada de montanhas, localizada no centro-norte do Laos, na confluência dos Rios Mekong e Nam Khan. Nossa primeira surpresa ao chegar em Luang Prabang foi o silêncio, que soou como prece nos nossos ouvidos… Paz total.

Nossa segunda surpresa foi a hospitalidade dos donos do hotel onde ficaríamos por seis dias. Pessoas simpáticas, atenciosas e sorridentes que, de cara, nos convidaram a saborear um almoço  típico, no qual foi servido o arroz feito no vapor, além de vários legumes e algumas coisas que não conseguimos traduzir em palavras, mas com sabores surpreendentemente maravilhosos. O mais fantástico é o fato de não se utilizar talheres, todos comem com as mãos, fazendo pequenos bolinhos com o arroz. Uma experiencia fantástica!!

Changpheng e Keooudone, mãe e filho, administradores do hotel, durante almoço.

 

 

Autêntico almoço no Laos.

 

O mês de março antecede o período das chuvas aqui da região. É a ocasião em que os produtores rurais fazem a manutenção de suas propriedades ateando fogo no campo com o objetivo de produzir cinzas e fertilizar o solo. Provavelmente em razão do baixo custo, esta técnica permanece aqui largamente utilizada. A despeito de outras desvantagens, como o afugentamento da fauna e a possibilidade de ocasionar incêndios, notamos sua característica mais notável quando utilizada em larga escala: a proliferação de cinzas no ar com grande redução de visibilidade. A qualquer hora do dia podemos olhar diretamente para o sol, pois este permanece parcialmente encoberto. Não conseguimos visualizar claramente montanhas que estão a pouco mais de um quilômetro de nós. O Calor também aumenta pois acorre inversão térmica…

Céu sempre 'enfumaçado' nesta época do ano.

A cidade de Luang Prapang é  tranquila, possui numerosos mosteiros e templos, e talvez isto seja o motivo da paz deste povo, reflexo da calma destas edificações. Então, aproveitamos o nosso tempo da forma mais tranquila possível, visitando os mosteiros, acompanhando um momento de prece dos monges, andando de bicicleta e entendendo um pouco da história do budismo no local.

Nos mosteiros, sempre abertos, os monges moram.

Templo Phu Si

Alugamos uma moto e passeamos por lugares como a Pak Ou, a caverna, que fica a 35km de Luang Prabang,  onde atravessamos o rio Mekong de barco e chegamos ao  santuário  de peregrinação. Visitamos também a belíssima cachoeira Kuang Si.

Cruzando o rio Mekong.

Santuário Pak Ou, localizado em uma caverna na margem do rio Mekong.

Cachoeira Kuang Si.

Cachoeira Kuang Si.

 

Aprendemos um pouquinho sobre os monges aqui em Luang Prabang. Desde o início de sua dedicação a monge, o menimo ou homem, deixa para traz todas as roupas e utensílios e passa a utilizar somente uma túnica de cor laranja ou ocre. Eles fazem apenas duas refeições ao dia, cujos alimentos são todos doados pelo povo: todos os dias, às 5h30min  da manhã, os monges saem pelas ruas de da cidade coletando sua comida que é oferecida por qualquer pessoa. O que foi recebido os suprirá naquele dia. Além desta refeição eles podem tomar alguns líquidos à vontade.

A carreira de monge pode começar cedo...

 

Os monges estão por todos os lados da cidade...

As mulheres podem falar com os monges, mas não podem  aproximar-se deles, nem tocá-los ou tocar suas vestes, pois acredita-se que os monges sejam superiores e evoluidos.

Eles raspam a cabeça todo dia 15 de cada mês, pois este também é um ato de despir-se de vaidades. Realmente é uma congregação de valores elevados…

 

Monges se preparam para cerimônia em um templo.

 

No dia 04 de março levantamos as 5 da manhã e fomos acompanhar a oferta de comida da população aos monges. Uma experiencia que nos emocionou profundamente. A serenidade e simplicidade é contagiante. Talvez nunca tivéssemos presenciado antes. Mulheres sentadas pela calçada iam compartilhando suas oferendas com monges de todas as idades,  dos 80 aos 10 anos, que caminhavam em fila indiana com seus cestos, recebendo com simplicidade cada oferenda. Eu, Liana, com minha máquina fotográfica na mão, fiquei  realmente constrangida, quando um monge parou na minha frente e abriu o cesto, e a única coisa que pude ofertar foi um movimento de respeito acompanhado de um olhar curioso, pois estava ali para observar…. Pois éramos somente turistas curiosos…

Estar aqui e sentir esta realidade foi uma verdadeira lição.

Todos os dias, os monges percorrem as ruas da cidade para receberem a comida ofertada pela população.

5 e meia da manhã em Luang Prabang...

Publicado por: Sidnei | 19/02/2012

Atualizações!

Estamos no Camboja!
Nossa conexão com a internet está ruim…

Vamos colocar o relato posteriormente.
Colocamos muitas fotos novas no álbum de fotos do Picasa.

Amanhã estaremos seguindo de volta para a Tailândia. Desta vez, para o sul.

Tudo bem conosco!!

T+

Sidnei e Liana

Publicado por: Sidnei | 17/02/2012

Cambodia – Siem Reap

O Camboja tem cerca de 13,3 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 600 mil estão na cidade de Siem Reap. Não por acaso, quase todos que vivem em Siem Reap estão ligados ao negócio do turismo direta ou indiretamente. É que nos arredores desta cidade encontra-se a maior atração turística do país, Angkor Wat, considerada pela UNESCO Patrimônio da Humanidade.

Siem Reap e Angkor estão a mais ou menos 2km de distância uma da outra. A primeira fornece toda a infra-estrutura que a segunda necessita para ser visitada. Portanto, Siem Reap é uma cidade onde as pessoas permanecem somente o tempo suficiente para desfrutar de Angkor, o que, em geral, leva de um a três dias, dependendo do ritmo e interesses do visitante.

Siem Reap é infestada de hotéis, minimercados, agências de turismo e toda a sorte de serviços. Algumas áreas suburbanas que não tem ainda calçamento nas ruas ficam tomadas por turistas. É uma cidade que cresceu muito e tem problemas característicos de países em desenvolvimento. Há claramente dois mundos: um reservado para o turista, no qual há os melhores recursos disponíveis; e o outro, por onde transita a população composta por trabalhadores suas famílias. Neste ambiente bem menos favorecido, há grande pobreza e privação de recursos…

A uma quadra de construções luxuosas, a população de Siem Reap enfrenta precárias condições...

 

Angkor Wat é um colossal conjunto de templos. Foi o centro da civilização do sudoeste asiático entre os séculos IX e XV. No seu auge, enquanto cidades europeias contavam com 100 mil habitantes, por aqui viviam mais de 3 milhões de pessoas e em todo o reino de Angkor tinham 18 milhões! Angkor era o centro geográfico, político e espiritual da cultura Khmer.

Após o declínio desta civilização, somente em 1872 é que os templos escondidos na floresta foram redescobertos. Considerando que algumas das edificações têm mais de mil anos e que permaneceram abandonadas, é de se espantar que boa parte ainda esteja de pé… A floresta se recompôs e isto pode ter ajudado a manter o local camuflado.

Atualmente, mais de 1 milhão de turistas visita Angkor todos os anos.

No dia 6 de março chegamos em Siem Reap e fomos recebidos pelo Sr. Bross, gentil cambojano que foi nos buscar no aeroporto pilotando um Tuk-tuk

Primeiros momentos no Camboja.

 

Sr. Bross, amigo cambojano.

No hotel, combinamos um passeio para o dia seguinte com destino a Angkor Wat. Marcamos de sair às 4 da manhã para ver o sol nascer e fazer algumas fotos do templo de Angkor. Coincidentemente, quem nos conduziria neste passeio seria o Sr. Bross novamente.

Visitamos vários templos e pudemos constatar a enorme dimensão e importância que este complexo deve ter adquirido enquanto seus habitantes aqui viveram. Mesmo para os dias atuais, é absolutamente fascinante caminhar entre as edificações.

Alvorada em Angkor Wat.

 

Complexo de Angkor Wat.

 

Parte interna de Angkor Wat.

 

Outro templo do complexo de Angkor.

 

Depois que a Civilização Khmer desapareceu, a floresta se recompôs parcialmente.

 

Entre um templo e outro, voltávamos ao tuk-tuk do Sr. Bross e ele nos relatava algumas características mais importantes. Almoçamos juntos e ele nos contou que está feliz com o Camboja livre nestes últimos dez anos. [O país esteve sobre a ditadura comunista do Khmer Vermelho e posteriormente, sob a tutela vietnamita entre meados da década de 70 até o final dos anos 90]. Ele disse que nasceu e cresceu sob a dominação das forças do Khmer Vermelho e que naquela época, para ter acesso à comida, decidiu se refugiar em um mosteiro como monge. Permaneceu nesta condição por uma década, teve seus pais, outros membros de sua família, alguns amigos e conhecidos assassinados por forças leais ao regime do Khmer Vermelho

 

Ruínas nas proximidades de Angkor Wat.

 

Grandiosidade que demonstrava poder na civilização Khmer.

Ao final do dia, estávamos impressionados com o que vimos no complexo de Angkor Wat e também pelo que ouvimos do Sr. Bross… Foi inevitável refletirmos sobre alguns novos significados que conhecemos no dia de hoje…

Publicado por: Sidnei | 15/02/2012

De volta à Tailândia.

Depois de desfrutarmos da magnitude e calor do Camboja, no dia 09 de março à noite, pousamos em Krabi, cidade localizada no sul da Tailândia.

Utilizada pelos turistas como ponto de partida para conhecer as paradisíacas praias tailandesas – boa parte destas está em ilhas próximas à costa –, Krabi é rodeada de paredões de calcário.

Vista do bangalô onde ficamos em Krabi- muita escalada móvel...

 

Ilhota nos arredores de Krabi.

 

Verdadeiro colírio para escaladores. Ficamos ali por três noites. No primeiro dia, caminhamos até o píer, na praia de Ao Nang, onde embarcamos em um longtail, (embarcação típica da Tailandia) para conhecer algumas ilhas.  Vinte minutos depois de embarcarmos chegamos ao nosso destino, ilha Tub. Rodeada por um mar de águas claras, com contraste de um azul turquesa ao fundo, além da temperatura da água na casa dos 27 graus, realmente magnífico. Somente o ronco dos motores no vem e vai dos longtails e alguma parcela de lixo pelo caminho é o que impede de atingir a perfeição.  

Visão à partir da Ilha Tub.

 

Ilha Tub.

No segundo dia, alugamos uma moto e fomos explorar os arredores da cidade. A visão, sempre a mesma: um mar de águas claras, paredões e mangues associado à possibilidade de encontrarmos sorrisos tailandeses pelo caminho.

Praia em Ao Nang.

Na manhã de 12 de março seguimos para Ko Phi Phi, ou Phi Phi Don, uma das ilhas mais visitadas da Tailândia e que foi atingida pelo tsunami de 2004.

Providências em caso de tsunami...

 

Nossa expectativa era encontrar o Maguinho no barco, pois havíamos combinado de irmos para ilha no mesmo dia, mas ele não apareceu.  Após uma hora e meia a bordo da embarcação curtindo a brisa e o sol, chegamos à imponente ilha.

Transporte de Krabi até a ilha de Phi-Phi: vida boa...

No píer, lotado de turistas chegando e partindo, tailandeses vendendo hospedagem e um calor intenso, já pudemos sentir o frenesi do lugar. Fomos para o hotel, caminhando por entre ruelas e becos, onde se vendia de tudo, além do movimento dos visitantes.  Ao chegarmos ao hotel e acessarmos e-mail, descobrimos que o Maguinho não havia mesmo embarcado. Ficamos com a expectativa de que ele viesse no dia seguinte.

 

Aproveitamos nosso primeiro dia na ilha para conhecer outras ilhas ao redor de Phi Phi Don. Foi perfeito, dia lindo, lugar paradisíaco….

Ilhota em Phi Phi.

 

Belo mar...

 

 

Arredores de Phi Phi.

 

Preocupados com o Maguinho que não havia respondido ao nosso e-mail, na manha do dia 13, fomos para o píer esperá-lo no horário em que as embarcações chegariam de Krabi. Chegaram dois barcos, com aproximadamente 150 pessoas e nada…  No terceiro barco, lá estava ele, quase se arrastando. Ficamos muito felizes em vê-lo depois de quase 24 dias, quando nos separamos na nossa chegada, em Bangkok.

Ali mesmo já começamos a rir, contar nossas histórias e fatos vivenciados na viagem!

Ficamos em Phi Phi por mais dois dias, aproveitando o tempo para conversar, escalar, e curtir este lugar paradisíaco e quente.

 

Escalada em Phi Phi Don.

 

No dia 15 retornamos para o continente e ficamos dois dias na praia de Railay, que só tem acesso por barco. Nesta fase, com a companhia constante do amigo Maguinho, rimos muito e tivemos com quem compartilhar nossa angústia do que fazer… Escalar, ir à praia, almoçar, ou fazer os tudo? Em qual ordem? O que fazer?!?! Momentos realmente difíceis…

Difícil tarefa a resolver: escalar? Almoçar? Curtir praia?

 

Praia de Railay.

 

Rumo à Bangkok

Depois de dois dias nas praias de Ton Sai e Railay, retornamos para Krabi, alugamos um carro e seguimos nós três em direção à Bangkok, procurando por atrações. Pelo caminho, entre uma comida apimentada e outra em locais onde só se falava tailandês, aproveitamos o tempo para contar nossas experiências na viagem, além de muitos casos e risos.

Cumeqmexe? Lembrança dos escaladores...

 

O Maguito retornaria um dia antes de nós e assim, ele decidiu ficar logo em Bangkok.

Nós seguimos mais um pouco para o leste de Bangkok à procura do que fazer e percebemos que as atrações estavam aquém do que já havíamos visto. Decidimos que seria oportuno procurar um lugar mais calmo para ficarmos os dois últimos dias na Tailândia, antes do retorno ao Brasil.

Havia um lugar que não tínhamos visitado: os Mercados Flutuantes a oeste de Bangkok. Estávamos a leste da cidade, já perto do aeroporto de onde sairíamos. Necessitaríamos dirigir cerca de 180km além de atravessar novamente a cidade de Bangkok duas vezes para retornar ao aeroporto… Pensamos e vimos que as outras opções que tínhamos eram mais duvidosas que esta e mandamos ver em direção à região dos canais onde estão os mercados flutuantes.

Atravessamos Bangkok e ao chegar próximo à cidade de Damnoen Saduak, nos hospedamos em um bom hotel.

No dia seguinte, visitamos um dos mercados e permanecemos descansando o restante do tempo até nosso último deslocamento na Tailândia: o aeroporto de Suvarnabhumi (Bangkok), para devolver o carro.

Mercado Flutuante.

 

A senhora mais simpática e alegre de todo o mercado flutuante...

Chegamos ao aeroporto umas três horas antes do horário marcado para a devolução do carro. Tínhamos somente que nos deslocar até um estacionamento tal, nível tal… O aeroporto é imenso, como já escrevemos… Ao estacionarmos no local indicado para a devolução do carro, não encontramos nenhum escritório da empresa (Thai rent a car). Deixamos o carro e fomos percorrer o terminal de passageiros na esperança de encontrar a loja da locadora. Perguntamos aqui e ali e ninguém sabia… fomos em um escritório de uma concorrente (National rent a car) e a atendente nos explicou que a empresa Thai rent a car não possui escritório no aeroporto! Entreolhamos-nos e pensamos: agora já era… Mas a solícita atendente da companhia parece ter se lembrado de alguma coisa e ligou para um telefone que estava junto aos dados da locação. Como havia um horário marcado, nos recordamos de uma recomendação que recebemos quando fomos buscar o carro na cidade de Krabi: “cheguem na hora”… Aí compreendemos tudo! Como não há escritório de atendimento ao público, eles marcaram um local e horário, pois iam mandar um funcionário receber o carro… Daí falamos pelo telefone e tudo foi resolvido…

 

Estamos agora no aeroporto de Suvarnabhumi nos preparando para deixar a Tailândia. Foi uma experiência bastante interessante ter a oportunidade de conhecer um pouco deste país e do seu povo. Nitidamente os tailandeses são muito menos preocupados com o fator tempo. Também ficamos com a impressão que são muito menos estressados com qualquer tipo de problema. O sorriso sempre presente nas conversas deixa claro que há algo mais. Há ternura. Para alguém cujas raízes foram moldadas pela cultura ocidental, foi uma experiência valiosa e marcante.

 

Obrigado e grande abraço a todos que nos acompanharam até aqui.

Bandeira Tailandesa.

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